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quinta-feira, 22 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lá estava ele...

Lá estava ele, olhei para os lados, estávamos a sós e em um lugar lindo, grama bem verdinha, árvores floridas, e o mais impotante... lá estava ele... chegou perto, senti sua respiração em minha face, seu perfume se igualava ao das flores e me fazia voar, sua mão macia e aveludada acariciava meu rosto, todas as poesias mais românticas se resumiam em seu olhar... seus braços entrelaçavam-se aos meus, abracou-me, quentinho, aconchegante e verdadeiro, naquele momento me senti a mulher mais protegida e amada... senti seu coração acelerar, passamos bastante tempo ouvindo somente a respiração um do outro, aquele tempo foi o bastante pra perceber que só ele me fazia bem, que só com ele eu podia ser feliz e fazê-lo feliz... Segurou minha mão, sua mão suava, olhou bem nos meus olhos, via-se meu reflexo em seus olhos negros, foi quando uma lágrima escorreu em seu rosto, percebi que era uma lagrima de tristeza, limpei-a de seu rosto, seu olhar me fazia sentir um aperto enorme no peito, uma agonia sem tamanho, e sem pronunciar nenhuma palavra, beijou-me a testa, abaixou o olhar e saiu... foi quando percebi que aquilo era um "ADEUS".

Déborah Maria'

Meu primeiro amor

Devo afirmar que o primeiro amor é inesquecível; nunca morre dentro da gente!

Tudo começou por um recado e parabéns. Assim, eu o conheci.

Era sempre perfeição, pois não existe outra palavra que descreva melhor a sintonia e o calor que havia entre nós.

Sentia-me muito feliz por sentir* aquilo. Quando estava perto dele era como se eu nunca tivesse chegado perto ou beijado alguém. Minhas pernas trêmulas; suava tanto, nem sabia o que dizer... Beijava-o, ele beijava-me.

Descobri, enfim que o nome mais apropriado para aquilo era AMOR! Era a primeira vez que eu amava.

Nosso primeiro encontro foi lindo! Em meio ao verde, ao canto dos pássaros e ao pôr-do-sol... Ele era a única coisa que me importava.

Seus olhos magros penetravam os meus, me fazendoeu abrir um sorriso daqueles que só abrimos quando vamos buscar uma pessoa muito querida no aeroporto e saímos correndo ao seu encontro, a fim de abraçá-la. Quando eu sorria, todas às vezes, ele beijava-me, algo mágico. E, à medida que a intensidade daquele gesto aumentava mais boba e inocente eu me sentia.

O medo parava por alguns instantes... Éramos apenas eu e ele! O meu amor...

Daria até minha vida por ele, se fosse preciso, o amava incondicionalmente.

Ele não sentia o mesmo por mim. Olhava-me com admiração, mas era só amizade... Apenas amizade... Quando eu soube disso, naquele momento, não me importava nada, só o que eu sentia... Angustia por saber que era só amizade!

Quando eu fiz quinze anos lá estava ele, em meu aniversário, abrilhantando minha festa! Dançamos por toda a noite. Como sinto saudade de sua presença... Amá-lo para mim, é inevitável. Necessitava dele, fosse como fosse.

À proporção que o tempo passava, eu ficava mais dependente do que sentia.

Afastamos-nos por um tempo, fora o pior período. Estava deprimida e, por tudo, as lágrimas rolavam banhando meu rosto.

Percebi que seu coração nunca, verdadeiramente, me pertencera... Ele estava com outra... Dor!!! MUITO FORTE!!! Maior que eu. Não sabia ,de inicio, como me conformar.

Mas, em meio a tanto sofrimento, aprendi. Ele estava feliz, era o me importava.

Enfim, mesmo que eu conheça ou saia com outras pessoas, ou até namore-as, meu amor por ele jamais morrerá! Certamente nunca o esquecerei. Aquele rosto e o sabor de seu beijo ficarão eternamente em mim: como um pedaço meu, sem o qual eu não viveria.

Laura Lívia

terça-feira, 20 de abril de 2010

Será o dinheiro a nossa felicidade?

Desde que a humanidade descobriu o comércio, o capitalismo vem passando por etapas de crescimento e cada vez mais causa o desejo de enriquecer fácil, as pessoas acreditam que o dinheiro traz tudo o que elas precisam, realmente o dinheiro nos traz bem estar, mas ele faz você esquecer o que é mais importante, que é a família, os amigos, ou seja, a felicidade.
O ser humano esqueceu o que é realmente alcançar a felicidade, tenta encontrar no dinheiro uma saída fácil, mas um vencedor que não usa as suas dificuldades para vencer triunfa sem glória. A maioria dos empresários hoje tem um relacionamento mais íntimo com seus negociantes do que com sua própria família, daí que surge aquele velho pensamento que diz que quando perdemos é que começamos a dar valor.
Uma boa saída para a ilusão que o dinheiro traz é começar a reconhecer que a felicidade não está na riqueza que ele nos proporciona , mas sim em cada sorriso, abraço, nas vitórias, derrotas, que está presente nas coisas mais simples da vida.

By: Márcio Ronei

O Sono...ZzZZZzZzZzzz

Acordar, levantar, tomar banho, comer, comer, escovar, ir para o colégio e ficar olhando pra frente, prestando atenção e copiando tudo o que o professor diz e escreve, claro que chega uma hora que os olhos não aguentam mais ficarem alerta, começam a fechar, mas nós, com a força de vontade, conseguimos vencer parcialmente o maior inimigo dos estudantes: o sono.
Depois de pouco tempo você começa sentir uma paz interior, uma sensação de que está tudo na mair tranquilidade, então começa a tentar entender o que é que o professor tanto fala, só consigo vê-lo mexer a boca sem sair um som sequer, imagina aqueles alunos interessadíssimos que só chegam com o seu corpo em sala, mas sua alma está voando por aí, esses já acordam pensando em dormir, mas o sono causa desejo até aos olhos do mais forte aluno.
Nessa luta, com o passar de alguns minutos você já está totalmente derrotado e quando se dá conta já tem perdido meia hora de aula e então recomeça sua luta contra o sono, mas vamos acabar logo com isso porque já está dando vontade de dormir.

By: Márcio Ronei

Amoor'

Não consigo entender por que não mandamos no nosso coração. Será que é tão difícil assim? Por que não controlamos nosso destino? Será muito complicado? E quanto ao amor? Bom, o amor é raro, delicado: o verdadeiro amor tira-nos o sono, deixa-nos loucas.
Sofremos, choramos rimos, cantamos. Quando sentimos o amor voltamos a ser criança; é como ganhar um doce no momento mais inesperado, ou como correr num campo entre flores. É ouvir música e ficar sonhando acordado. Ai o amor... Faz-nos felizes. Todavia por que muitas vezes nos dói tanto senti-lo?
Quando não correspondido parece uma faca cravada em nosso peito, parece que uma montanha cai em nossas costas, parece que um rio jorra em nossos olhos, como se o mundo estivesse despedaçando-se e nos deixando sem chão.
O amor é algo sério, é um sentimento puro, verdadeiro, só quem ama e é amado consegue decifrar o enigma do amor, só quem deseja e é desejado que sabe o que é ser tocada compartilhando esse sentimento que se chama amor.
Muitos tentam descrever esse sentimento, mas melhor do que tentar definir, é sentir!

Iorrana Pinto

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Imutável amor

Parte I
Capítulo 2

Me sinto só, melhor, estou só. Literalmente sem ninguém. Entretanto, o que me deixa mais triste não é o fato de eu estar sem ninguém, o pior é estar sem ele. Se ninguém estivesse aqui e ele estivesse, todos estariam.
Nunca imaginei sofrer tanto por amor, nunca quis. Jamais pensei amar tão intensamente alguém. E sentir sua falta a cada segundo que suspiro, continuar, apesar do tempo, tendo sede dele, mais, muito mais.
Fico imaginando o que eu faria se o visse. Vamos imaginar umas cenas: eu estou andando em uma das praias de Fortaleza, em uma parte deserta dela. Estou só, como sempre e então o vejo, ele está longe de mim, vou ao seu encontro, ele também me vê e vem ao meu. Abraçamos-nos e nos beijamos.
Aquele vazio, o buraco, de que eu falei vai embora, tão que me sinto curada:
-Estava com tanta saudade!- eu falo em seu ouvido
-Também meu amor! Posso te chamar assim, de “meu amor”?-ele indaga
-Claro que pode, minha vida!- respondo imediatamente
Beijamos-nos novamente e falamos mais alguma coisa, todavia desta vez ininteligível.
Sinto-me tão bem, tão bem que isso poderia ser eterno. Ele do meu lado, nós dois juntos. Esse é o meu momento perfeito. A única coisa que me preocupa é pensar: “E quando ele for embora?”. “Como eu vou fazer sem ele, meu ar?”
Estávamos de férias, então ele passou o mês inteiro de julho comigo! Víamo-nos todo dia. Ele me levou a sua casa que, diga-se de passagem, é linda. Na verdade a casa era da tia dele. Ele ia lá com a família todas as férias. Uma casa ampla, mostarda na entrada. Depois do primeiro portão via-se um laranja vivo na parede e, como um sobre tom, um laranja claro e depois um bege. Os quartos eram enormes e havia cinco deles. Três ocupados pela mãe, pai e os dois filhos, (a tia, o tio e os dois primos dele) e mais dois quartos de hóspede, todos suítes.
Haviam uma sala de estar, uma de jantar, uma sala de TV, área de serviço e um jardim imenso e bem verde que cercava toda a casa, menos a entrada para a garagem. O jardim era todo gramado e cheio de rosas de todos os tipos.
Ficávamos namorando em um banquinho, na zona sul da casa, local mais reservado. Ele tocava violão e cantava para mim, que voz ele tem! Também toquei e cantei para ele, algo maravilhoso e romântico.
Não vejo tristeza na minha frente, não haviam mais aqueles pesadelos sombrios, nos quais eu estava sem ele. No entanto, havia algo, aquela preocupação de que eu falei, ela estava me consumindo por dentro, como chamas ou brasas vivas e intensas.
O que eu faria se o buraco, a dor, a tristeza, a falta de ar e o aperto em meu seio voltassem?
Eu estava empenhada em tirar aquele pensamento da minha mente, lutava para que este parasse de atormentar-me.
Por mais que em meu subconsciente eu soubesse que ele iria embora, que eu ficaria sem ele novamente, eu queria viver impetuosamente aquilo.
E, enquanto vivia, pude sentir; provar uma felicidade tão plena que cheguei a pensar se não era errado. Nunca cogitei que se pudesse ser tão feliz assim, que alguém pudesse. Mas eu estava.
Talvez eu não consiga descrever tão precisamente como eu me sentia naquele momento. Era mais ou menos como se eu não andasse, mas eu não flutuava, eu estava levitando. E o mundo não estava mais monótono e enfadonho; como se dele emanassem cores fortes que vinham de encontro aos meus olhos e enchessem- me, completassem-me. Esta é a minha descrição de felicidade plena através do amor. Sentimento este capaz de transformar o mais sórdido maníaco em um ser bom, amável.
Ele me levou em uma das praias mais lindas que já vi: Canoa Quebrada. Fica em Aracati- CE. Passamos três dias lá, nó dois e toda a sua família.
Foi perfeito! Eu e ele organizamos um lual para todos que lá estavam, com direito até a fogueira, se não fosse à chuva.
Daí vem mais uma nova experiência, aquela fora a primeira vez que eu havia beijado na chuva. No entanto, beijar na chuva nada se compara com BEIJAR O HOMEM QUE VC AMA na chuva.
Filósofos podem dar inúmeras descrições sobre o que é perfeição. Porém, eu digo que perfeição é estar com quem se ama, não importa se a situação é boa ou crítica: quando se está com quem se ama, enfrenta-se tudo, todos: se é feliz! Felicidade e perfeição caminham juntos e um inexiste sem o outro.
Então devo afirmar com toda certeza que eu estava, perfeitamente, feliz.
Entretanto, tudo não passa de utopia. Queria tanto que isso realmente tivesse acontecido. Nem precisava ser dessa maneira que eu descrevi. O que eu desejava mesmo era vê-lo, tocá-lo.
Sempre fui uma pessoa muito reservada e extrovertida, ao mesmo tempo. Isso é possível? No meu mundo indubitavelmente! Poe isso, ei-lo aqui, o lugar onde os sonhos mais improváveis são possíveis.
Onde eu estava mesmo? Ah, sim: RESERVADA e EXTROVERTIDA! Explicarei: em relação a sentimentos sempre fui muito cautelosa. Sempre tive vergonha de dizer o que estava sentindo e achava que chorar era um sinal de fraqueza, nunca chorava na frente de ninguém. Só quando eu me encontrava sozinha, em meu quarto.
Em contraponto a isso vem o fato de eu ter uma imensa facilidade de me comunicar. Algo muito simples para mim é fazer um amigo.
Todavia, depois que eu o conheci, mudei. Eu sentia uma enorme vontade de dizer para ele o que estava em minha mente e meu coração. Queria contar, falar, não só para ele e, sim para todos que estavam perto de mim. Estava tão feliz, tão radiante que meus olhos brilhavam. E, mesmo depois que ele foi embora continuei a amá-lo, isso me inspirava. A esperança de um dia vê-lo novamente era o que me sustentava em vida, meu alento.

By: Jéssica Vieira Freire

Vestibular

Sempre tive o sonho de ingressar em uma universidade. Talvez porque me preocupo com o meu futuro. Ou até pelo fato de possuir “status” no mundinho sarcástico em que vivemos.
Ah...Mas, quando eu passar no vestibular...Vou poder jogar todos os livros para o alto e olhar para trás, e dizer que tudo valeu a pena. Que passar noites acordadas estudando não foi em vão; Que deixar de ir para algumas festas não foi o fim da vida. Que ,até mesmo, absurda e fatalmente me ausentar das vidas das minhas amigas foi necessário.
Quando eu receber o resultado final, poderei olhar para o meu próprio espelho, chamar aquela pessoa do outro lado dele de besta e dizer:
- Tu PASSOU no vestibular!
Abraçar meus orientadores e agradecer-lhes. Ligar para todas as minhas amigas e dar aquela boa notícia. Sabe para quê? Para receber o velho e gostoso PARABÉNS, delas... Que soa como uma cantiga de ninar.
E, ao acordar no dia seguinte, aprender, aprender e aprender novas coisas. Visitar novos ares e construir sonhos, a fim de realizá-los; para, novamente, concretizá-los. Estes são os maiores motivadores para uma boa vida... Os sonhos!

Lívia Bôto

A história sem fim

Essa é a história de uma jovem apaixonada, não por alguém, mas pela vida, pelas letras, pelos romances e por sua liberdade na hora de demonstrar sentimentos. Ela nunca quis alguém pra chamar de amor, mas sempre quis algo pra se inspirar antes de escrever seus romances. E um dia assim, sem querer, sem calcular, sem planejar ela conheceu esse alguém. Uma pessoa que lhe era comum no começo e com o passar do temo se tornara indispensável. Ele dava-lhe motivo para escrever os melhores e mais brilhantes textos de sua vida.
Ele mostrou a ela que a vida é bela, mas dura.E isso foi o que a fez crescer ainda mais, ele seduzia -lhe os ouvidos com várias músicas a voz e violão de Oswaldo Montenegro, seduzia-lhe também os olhos com boas leituras de romances e um pouco de filosofia e o que mais seduzia-lhe nele, era a forma com que ele lhe falava de seus medos, segredos e desamores com a mais aguda e perfeita sinceridade. Então ele se tornara o seu prumo, ela já o amava mais que tudo, mas não lhe revelaria isto, pois ele já tinha dito a ela do seu resquício de paixão por uma certa mulher pseudonimada "menina má". Esta lhe reteve o mais belo e intenso amor e lhe machucou de mais por querer fugir assim que percebeu que estava se tornando muito forte. Era isso que prendia a jovem a uma amor quase que platÔnico, mas ela nem imaginava que aquele resquício começou a ser desmanchado no momento em que se conheceram e escutaram Oswaldo juntos.
Esta história foi interrompida por uma atitude imatura e infantil dessa jovem e esta lhe revelou um lado dele que fez o encanto que ela tinha por ele ser dissipado.Ele teve uma reação verdadeiramente ridícula e prepotente. E por enquanto essa história, por tempo indeterminado, ficou sem fim e sem uma digna continuação.

Minhas amigas

Minhas amigas
Os maiores dos meus tesouros
A ausência destas
É diretamente proporcional
À saudade que sinto delas

Quando éramos pequenas
Sabíamos
Que apesar
De nossos destinos
O nosso amor
Nunca morreria
Simplesmente,
Por que habitávamos
Em um só coração,
Num só mundo
Éramos quatro
Tão felizes


Hoje digo que são oito
Talvez elas me entendam
Eu sei que elas
Também sentem
Saudade de mim
Às vezes nos falamos
E adivinha o que sinto?!
Saudade
Muitas saudades
Das nossas noites
“Mal” dormidas
E muito “bem faladas”
Dos planos (eram tantos)
Sem contar nos sonhos
Alguns se realizaram
Que bom!

Sei que as tenho
Tanto no meu coração
Como na minha vida
E digo mais
Muitos virão
Mas elas,
PERMANECERÃO
Sendo minhas...
Velhas e boas amigas

Lívia Bôto

Olhos Negros'

Sinto-me só. Cercada de pessoas ao meu redor, mas ainda estou sozinha. Parece que eu parei no tempo, congelei a imagem da cama vazia e mórbida sem a presença dele. O cheiro de seu perfume já não está mais aqui, o calor de suas mãos não esquentam mais as minhas.
Até mesmo a ausência dele é uma coisa que já está comigo, impregnou em minha carne e transpassou o meu peito, abriu uma ferida que chega a ser insuportável. Acho que nem o mais violento dos cortes chegaria a maltratar-me tanto quanto este meu monstro particular. Este que vem fazer medo a cada fim de tarde, está em todos as gavetas do meu armário, e que nunca me vê prevenida, consegue sempre arrancar de minh'alma o mais horripilante grito de desespero e pânico.
Este monstro tem a altura do céu, a cor da saudade, os pêlos afiados como foice e uns olhos negros que me faz perder o prumo e as esperanças. Mas quando o meu amor voltar pra perto de mim, esse monstro vai embora e só restará a calmaria e doçura do meu anjo, o meu particular e secreto, moreno e meigo anjo.

Gessiane Bernardo Teixeira

sábado, 17 de abril de 2010

Outono em mim


É outono em mim
Por que será que sinto-me assim?
Porque voce foi embora
E o que me dói é essa demora

É outono em mim
E voce não está mais aqui
Pra faze-me chorar ou rir
Debulham-se lágrimas

É outono em mim
E tudo ficou frio
Como tudo em nós
Ficou perdido

É outono em mim
Por que é tão frio assim?

É o amor

Como colocar em um papel
Um sentimento tão extremo?
Como falar de amor?

Comecei estes versos rimando
Para tenta ficar mais engraçado
Pena q quem vai ler
Pode não ter
Encontrado o humor
Nos meus versinhos ameninados
Por quê?

Porque você não ama
Caso contrário,
Tenho certeza,
Que você sorriu
Ou, até mesmo,
Deu aquela gargalhada
Chamaram-lhe de besta?
Besteira,
Olhe para ela e ria mais
Digas que és feliz
E que não estás rindo
Apenas por ler
Uns versos que rimam
Mas por que você
É capaz de amr
E o melhor,
Você ESTÁ sendo amada

A vida é engraçada,
Sabes me explicar?
Vou dizer-lhe
Somos amantes
Não do mesmo namorado
No entanto, temos um homem
Que nos causa um sintoma
Bastante conhecido
A paixonite
É o amor

Lívia Bôto

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pensamentos

Às vezes eu penso que morrer seria a melhor opção, deixaria todos os problemas de lado e juntamente com isso, as pessoas que me odeiam e que sentem inveja de mim, o que seria ruim era apenas não saber para onde vou e com quem lá vou ficar.
A raiva lhe trás tantos pensamentos, uma vontade de fugir, mas não tem pra onde, talvez um lugar onde não haja ninguém, nem ao menos para te dizer que tu és a mais bela de todas as mulheres.A solidão apenas corroi, talvez um pouco de esperança exista, a incerteza e a vontade de fugir apenas se intensificam.Em questão de segundos você faz algo que nunca deveria ter feito.
É tarde.Não se pode mais voltar atrás, restando apenas o seguir, e é melhor que esteja viva, pois a sua derrota pode lhe fazer uns dos mais vitoriosos.
É a vida, e não a morte.

Lívia Bôto.

Imutável Amor

Imutável Amor
Parte I
Capítulo 1
Temos em nossas mãos o incrível e belo poder de descrever situações. Qualquer uma, boa ou ruim, engraçada ou tediante. Não importa como seja, temos esse poder e com ele podemos compartilhar com o mundo o que sentimos.
Vou contar aqui um lance que vivi há pouco. Uma linda e apaixonante situação, pela qual daria as mais grandiosas riquezas só para revivê-la, se as tivesse.
O conheci em um momento em que minha vida estava quase sem fôlego. Aqueles críticos em começamos a nos perguntar qual o sentido da vida se não temos o amor.
Ele apareceu, literalmente ele apareceu. Abraçou-me. Pregou-me um susto! Não sabia quem ele era, meu Deus! Ele apresentou-se, disse-me seu nome, nunca o esqueci e, certamente, nunca o esquecerei.
Meu grande, ou melhor, meu único e mais perfeito amor. Apresentou-se a mim e instantaneamente eu estava apaixonada. Mas apaixonada de uma maneira tão avassadoramente* intensa*, que e eu jamais havia experimentado e aquela tornou-se a primeira e inesquecível vez.
Por mais palavras, expressões ou vocabulários que existissem no mundo eu, usando todos eles, jamais seria capaz de descrever como me senti.
Tinha sede dele, mais que isso, eu tinha vontade dele. Logo o que era uma paixão tornou-se amor.
Nem posso imaginar como isso ocorreu, mas ocorreu.
E, da maneira mais linda possível, comecei a amá-lo.
Só tivemos uma chance de ficarmos juntos e aproveitamo-na como pudemos.
Ele contou-me que iria embora e meu coração de imediato destroçou-se. Iria perdê-lo. Perder minha vida, meu próprio eu, minha essência.
Foi-se e deixou-me aqui, sem ele, sozinha. Levou consigo parte de mim, não digo um “pedacinho”, digo um “grande pedaço”, algo imenso, na verdade, imensurável.
Não nos falamos mais, de acordo com ele, que parou de falar comigo, para que não sentisse tanto assim minha ausência.
Porém para mim não funciona assim. Quanto menos falo com ele mais sinto sua falta. É como se existisse um enorme vazio, um buraco, encrostado em minh’alma.

By: Jéssica Vieira Freire